Vereador de Apucarana defende uso de aplicativos de carona e economia para usuários

por Assessoria de Imprensa publicado 10/02/2026 16h21, última modificação 10/02/2026 16h21
Vereador Guilherme Livoti destacou a BlaBlaCar como alternativa complementar ao transporte tradicional, embora a plataforma enfrente desafios legais no Paraná
Vereador de Apucarana defende uso de aplicativos de carona e economia para usuários

Vereador Guilherme Livoti falou sobre o assunto durante sessão ordinária desta segunda (9)

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Apucarana nesta segunda-feira (9), o vereador Guilherme Livoti (União) defendeu o uso de aplicativos de carona, como a BlaBlaCar, como uma alternativa complementar ao transporte tradicional. Apesar de seu crescimento, a plataforma vem enfrentando problemas legais no Paraná. Em 2025, a empresa registrou 16.791 viagens com origem ou destino em Apucarana, número que evidencia a crescente adesão dos moradores a esse modelo de deslocamento.

Segundo Guilherme Livoti, esse tipo de mobilidade colaborativa amplia as opções de deslocamento, gera economia para os usuários e não prejudica as empresas concessionárias de transporte, pois atende a demandas que muitas vezes não são supridas pelo sistema convencional. O vereador também mencionou experiência pessoal: “Eu mesmo utilizei o serviço diversas vezes como motorista e carona, compartilhando viagens para reduzir custos. A mobilidade colaborativa é uma realidade, especialmente em cidades pequenas e médias, e precisa ser compreendida dentro do contexto atual de transformação dos meios de transporte.”

No entanto, o BlaBlaCar enfrenta problemas legais no Paraná. A plataforma é alvo de uma ação coletiva movida pela FEPASC (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina) e pelo RODOPAR (Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado do Paraná). Essas entidades representam as concessionárias de transporte rodoviário intermunicipal e questionam a legalidade da operação da plataforma no estado.

A ação discute se a BlaBlaCar deve ser considerada como transporte intermunicipal de passageiros, sujeito a concessão pública, ou apenas como carona solidária intermediada por tecnologia, de natureza privada. Segundo FEPASC e RODOPAR, a plataforma funcionaria como um serviço clandestino e comercial, criando rotas paralelas às linhas oficiais de ônibus e configurando concorrência desleal, já que não está sujeita às mesmas exigências regulatórias das concessionárias, como tributação, fiscalização, segurança e universalidade do serviço.

Para Guilherme Livoti, no entanto, o debate deve considerar a evolução da mobilidade e o papel da tecnologia na oferta de soluções mais acessíveis. “Os aplicativos de carona não substituem o transporte regular, mas atuam como complemento, oferecendo opções mais econômicas e flexíveis para quem precisa se deslocar”, afirmou.